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Questão de Pele
29 junho 2016 The Skin

Bioestimuladores de colágeno: um divisor de águas na Dermatologia

O processo de envelhecimento é inevitável e ele acontece de forma tridimensional. Observa-se ao longo dos anos a degradação das fibras colágenas, o envelhecimento da pele, dos ossos, dos coxins de gordura, da musculatura e dos ligamentos faciais. Esse conjunto de fatores leva àquela impressão de “derretimento” do rosto, que confere um ar de cansaço e uma expressão triste.

Os bioestimuladores são substâncias injetáveis para face e corpo, como o ácido polilático e a hidroxiapatita de cálcio, que têm por função induzir a produção dessa proteína e devolver a firmeza e a sustentação perdidas com o tempo. Eles não preenchem e não volumizam, mas são capazes de promover um rejuvenescimento importante, seguro e com efeito bem natural, valorizando as características individuais do paciente. Para potencializar os resultados, podemos associar aos bioestimuladores outras tecnologias, como o ultrassom microfocado, lasers de última geração, microagulhamento robótico e radiofrequência.

Como o bioestimulador age na pele?

Uma vez aplicado em pontos de ancoragem, como no malar, no arco da mandíbula e na moldura da face, o bioestimulador age melhorando a qualidade da pele, aumentando sua espessura, redefinindo o contorno, promovendo um lifting suave e estimulando a síntese de colágeno, através de uma reação inflamatória controlada que provoca a reparação tecidual. O paciente vai acordando cada dia melhor, ficando com uma expressão mais leve e rejuvenescida, sem parecer que fez algum procedimento estético. Em locais onde a aplicação dos bioestimuladores injetáveis não é indicada, como no “bigode chinês”, na testa, ao redor dos lábios, na região das olheiras e nas têmporas, podemos associar o uso dos fios de polidioxanona, com resultados bem interessantes.

São vários tipos de bioestimuladores e cabe ao dermatologista avaliar criteriosamente o paciente para prescrever a melhor substância, definir os locais mais adequados de aplicação, a quantidade a ser usada e quais outras tecnologias devem ser associadas, em protocolos sempre personalizados.

E aí vai um alerta importante! A aplicação de qualquer produto injetável na pele deve ser feita sempre em ambiente adequado, com o paciente devidamente monitorado e a equipe médica responsável seguindo todas as medidas de segurança e protetivas, a fim de minimizar quaisquer riscos. Além disso, é imprescindível uma minuciosa avaliação clínica do paciente pelo dermatologista antes de ele se submeter aos tratamentos propostos. Procedimentos estéticos não podem jamais ser banalizados!

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