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Questão de Pele
29 junho 2016 The Skin

ALOPECIA FIBROSANTE FRONTAL: UMA QUEIXA CADA VEZ MAIS FREQUENTE NO CONSULTÓRIO

“Doutora, minha testa parece estar aumentando…”. Doutora, estou ficando sem sobrancelhas…”. Relatos como esses têm sido cada vez mais frequentes no consultório e referem-se a um tipo relativamente novo de queda dos fios: a alopecia fibrosante frontal (AFF), cuja incidência tem aumentado muito nos últimos anos. De causa ainda desconhecida, ela é mais comum em pacientes pós-menopausadas, o que sugere alguma ligação com as intensas alterações hormonais dessa fase, mas ainda sem comprovação científica. Também é muito diagnosticada em pacientes de pele negra, onde pode ser confundida com outros tipos de alopecia como a de tração.

O principal sintoma é a perda progressiva dos fios na chamada linha de implantação do couro cabeludo. Porém, alguns casos podem apresentar dor, ardência e coceira, normalmente associados a uma evolução mais rápida da doença. Outras queixas associadas são a rarefação dos pelos das sobrancelhas e de outras regiões do corpo, além do surgimento de pápulas e manchas no rosto, levando o leigo a confundir esses sintomas com um quadro de acne ou rosácea.

O diagnóstico precoce é fundamental, pois trata-se de um tipo de alopecia que forma cicatriz e, quando isso acontece, o folículo morre e o cabelo não volta a crescer. Ele é feito através do exame físico e, principalmente, por meio de métodos de imagem, como a tricoscopia digital e softwares específicos, capazes de aumentar muito a área examinada, fornecendo informações precisas, e em tempo real, sobre espessura e comprimento dos fios, quantidade de unidades foliculares, presença de inflamação e cicatriz.

Uma vez confirmada a doença, o tratamento pode envolver lasers, microagulhamento, injeções de medicamentos diretamente no couro cabeludo, medicações tópicas e orais. Os protocolos são individualizados e variam de paciente para paciente. O objetivo principal é reduzir a inflamação, evitar a progressão da doença, melhorar a qualidade de vida do paciente e diminuir as sequelas.

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